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A versão mais conhecida

A versão mais conhecida e tradicional da lenda conta que, há muitos anos uma jovem e um padre de um arraial do interior do Brasil, se apaixonaram e tiveram um relacionamento amoroso. Como castigo pelo pecado cometido recaiu sobre a moça uma maldição que a condicionou para todo o sempre a transformar-se, em determinadas noites, em uma terrível mula de cabeça de fogo que sai pelas ruas “cumprindo o seu fadário, a correr desabaladamente, ao fúnebre tilintar de cadeias que arrasta, amedrontando os supersticiosos” (Aurélio, 2004). Acreditam então, os mais supersticiosos, que sempre que, em algum lugar, uma mulher e um padre tiverem um relacionamento amoroso a maldição se repetirá.

Diz o dito popular que a mulher que carrega essa maldição procura sempre uma encruzilhada para se transformar na assombração. Daí percorre “sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos” (site: http://sitededicas.uol.com.br/folk10.htm ). Por isso mesmo para não ser atacado, os mais velhos aconselham que quem a vir tem que jogar-se rapidamente de bruços no chão e esconder os olhos, as unhas, e os dentes. Embora não se saiba qual o motivo desse fascínio da mula por essas partes do corpo, dizem que essa estratégia funciona e que feito isso a besta se afasta.